Via de quem pagou
Recibo
de pagamento
Nº —
Valor —
Recebi de —, a importância de —, por meio de —, referente a —, dando plena e geral quitação do valor recebido.
- Local e data
- —
- Recebido por
- —
Assinatura de quem recebeu
Recibo · PDF · art. 320 do CC
O valor sai por extenso sozinho, e a lista ao lado mostra quais dos cinco elementos que o Código Civil exige já estão cobertos. Imprima ou salve em PDF: nada do que você escrever sai do seu navegador.
Pré-visualização
A4 · 2 vias
Via de quem pagou
Recibo
de pagamento
Nº —
Valor —
Recebi de —, a importância de —, por meio de —, referente a —, dando plena e geral quitação do valor recebido.
Assinatura de quem recebeu
Via de quem recebeu
Recibo
de pagamento
Nº —
Valor —
Recebi de —, a importância de —, por meio de —, referente a —, dando plena e geral quitação do valor recebido.
Assinatura de quem recebeu
o que é
«O devedor que paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento, enquanto não lhe seja dada.»
Código Civil, art. 319
A frase é mais forte do que parece. O recibo não é uma gentileza de quem recebe: é um direito de quem paga, e quem paga pode legitimamente segurar o dinheiro enquanto o recibo não vier. Poucos documentos do dia a dia têm um artigo tão direto a seu favor.
O artigo seguinte diz o que esse papel precisa conter, e é essa lista que o gerador acompanha enquanto você digita. Nenhum outro documento comum do cotidiano brasileiro tem um roteiro tão explícito — e mesmo assim a maioria dos modelos que circulam por aí deixa metade dele em branco.
o que a lei pede
O art. 320 do Código Civil enumera o que a quitação deve designar. Não é uma formalidade decorativa: cada item responde a uma pergunta que alguém pode fazer depois, quando o pagamento for questionado.
01
Quanto se pagou e a que se refere. O valor vai em algarismos e por extenso; a espécie é a natureza do pagamento — aluguel, serviço, venda.
02
Quem quitou a dívida, ainda que não seja o próprio devedor: o artigo admite expressamente «ou quem por este pagou».
03
A data em que o dinheiro mudou de mãos. É dela que se contam prazos, e é ela que distingue este recibo do recibo do mês seguinte.
04
A cidade onde se pagou. Em pagamento eletrônico costuma-se indicar a praça do credor.
05
A assinatura do credor ou de seu representante. É o único elemento que não se preenche na tela.
O parágrafo único abranda tudo isso: mesmo sem os requisitos, a quitação vale se dos seus termos ou das circunstâncias resultar que a dívida foi paga. É uma rede de segurança para o recibo malfeito — não um motivo para fazer um.
pix não é recibo
Desde que o PIX virou o meio de pagamento padrão do país, muita gente parou de pedir recibo. A lógica parece boa: o comprovante tem valor, data, horário e as duas chaves, tudo carimbado pelo banco. O que falta nele?
Falta a dívida. O comprovante mostra que R$ 1.800 saíram da sua conta e entraram na conta do seu locador em 5 de agosto. Não mostra que era o aluguel de agosto, e não o de julho que estava atrasado. Não mostra que o locador considerou a obrigação quitada. Se um dia se discutir qual mês foi pago, o comprovante sozinho não resolve.
É exatamente isso que o art. 320 chama de espécie da dívida, e é a razão de o recibo continuar existindo num país onde a transferência é instantânea e rastreável. Os dois documentos não competem: o comprovante prova o pagamento, o recibo prova o que foi pago. Guarde os dois.
recibo de aluguel
Na locação urbana o recibo deixa de ser boa prática e vira dever do locador. A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991, art. 22, VI) obriga a fornecer recibo discriminado das importâncias pagas e veda a quitação genérica — e é essa segunda metade que quase todo mundo ignora.
Discriminar significa separar: aluguel, condomínio, IPTU e demais encargos vão em linhas próprias, com seus valores. Um recibo que diga apenas «recebi R$ 2.400 referente ao mês de agosto» não cumpre o artigo, porque não deixa ver quanto foi aluguel e quanto foi encargo. A distinção importa quando se discute reajuste, quem deve o quê, ou a devolução de valores cobrados indevidamente.
No gerador, use o campo de descrição para essa separação. Ele aceita várias linhas justamente por isso.
erros frequentes
Os quatro deslizes que mais aparecem em recibo feito à mão ou em modelo de Word. Três são de redação do valor; o quarto, de vagueza. Este gerador evita os três primeiros por construção.
um milhão reais
um milhão de reais
Múltiplos exatos de milhão pedem "de" antes do substantivo. É o erro mais repetido nos recibos feitos em modelo de Word.
mil e duzentos e trinta e quatro reais
mil duzentos e trinta e quatro reais
O "e" entre classes só entra quando a última é menor que cem ou múltiplo exato de cem. 1.200 é "mil e duzentos"; 1.234, não.
cento reais
cem reais
"Cem" quando está sozinho, "cento" quando vem seguido de outro número: cento e vinte, cento e um.
Recebi uma quantia
Recebi de Ana Ribeiro, referente ao aluguel de julho
Descrição vaga vale pouco como prova. O art. 320 pede a espécie da dívida, não só o valor: diga de quem veio o dinheiro e por quê.
O valor deste gerador sai do mesmo motor do conversor de números por extenso do site. As regras completas estão em como escrever números por extenso.
sem enviar nada
Um recibo carrega nome completo, CPF ou CNPJ e valores. É exatamente o tipo de dado que não convém deixar num formulário alheio em troca de um PDF — que é o que faz a maioria dos geradores de recibo grátis.
Aqui não há envio. A folha que você vê acima é a própria página: ao clicar no botão, o seu navegador a imprime, e na caixa de diálogo você pode escolher «Salvar como PDF» em vez de uma impressora. O resultado é vetorial e não viajou para lugar algum.
Também não é preciso se cadastrar nem instalar nada. O único dado que fica salvo é o seu, como emitente — nome, documento e cidade —, no armazenamento local do aparelho, para não redigitar a cada recibo. Dá para apagá-lo limpando os dados do navegador, como se explica na política de privacidade.
perguntas
Serve para provar que uma transferência aconteceu, mas não para provar o que ela quitou. O comprovante mostra valor, data e as duas chaves; não diz que aquele dinheiro se referia ao aluguel de julho, nem que o credor deu quitação. É por isso que o art. 320 do Código Civil pede a espécie da dívida e a assinatura de quem recebeu. Na prática os dois documentos se completam: o comprovante prova o pagamento, o recibo prova o que foi pago.
Não, e confundir os dois sai caro. O recibo prova o pagamento entre as partes; a nota fiscal é documento fiscal, declara a operação ao fisco e gera os créditos tributários correspondentes. Empresa que presta serviço emite NFS-e; o recibo não a dispensa. Os dois costumam conviver: emite-se a nota e, ao receber, o recibo.
RPA é o Recibo de Pagamento a Autônomo, usado quando uma empresa contrata pessoa física sem vínculo empregatício. Ele não é só um recibo: é o documento em que a contratante calcula e retém INSS, IRRF e, conforme o município, ISS. O recibo simples deste gerador é outra coisa — comprova o pagamento entre as partes, sem retenção nem recolhimento. Se há empresa contratando autônomo, o RPA é o caminho.
Não é obrigatório. O art. 320 diz expressamente que a quitação sempre poderá ser dada por instrumento particular, ou seja, sem cartório. O reconhecimento de firma serve para afastar discussão sobre a autenticidade da assinatura, o que faz sentido em valores altos ou quando as partes não se conhecem, mas não é requisito de validade.
O parágrafo único do art. 320 salva o recibo incompleto: ainda sem os requisitos do artigo, ele vale se dos seus termos ou das circunstâncias resultar que a dívida foi paga. Isso é uma rede de segurança, não um convite. Quem depende do papel para provar pagamento não quer depender de uma dedução do juiz — por isso este gerador mostra ao vivo quais dos cinco elementos ainda faltam.
Porque cada parte precisa guardar uma idêntica: quem pagou precisa comprovar que pagou, e quem recebeu, o que recebeu e a que título. Este gerador coloca as duas na mesma folha A4 para que sejam assinadas ao mesmo tempo e não possam divergir.
Não. Tudo acontece dentro do seu navegador: o recibo é montado na própria página e impresso a partir dela. Não há formulário que viaje nem PDF gerado remotamente. Só os seus dados como emitente — nome, documento e cidade — ficam guardados no armazenamento local do seu aparelho, para você não redigitá-los a cada recibo.
a seguir
Se o pagamento ainda não aconteceu: o título que o promete, com os requisitos do art. 75 verificados.
→ abrirO valor na linha do cheque, e por que o texto prevalece sobre a cifra.
→ abrirSe você emite muitos, o código para escrever o valor por extenso dentro da sua planilha.
→ abrirÚltima revisão: 11 de agosto de 2026 · Relatar um erro