numerosaletras

Número por extenso.

Converta números e valores em reais por extenso, prontos para cheques, notas fiscais e contratos. Com as regras do "e" e a escala correta.

Exemplos

Modo
Por extenso

Digite um número e veja-o escrito por extenso. Escolha "Reais" para gerar o valor monetário com reais e centavos.

Copiado

02 · o que é

Escrever com palavras o que está em algarismos.

Escrever um número por extenso é grafá-lo com palavras: "1.234" torna-se "mil duzentos e trinta e quatro". Em documentos oficiais — cheques, notas fiscais, recibos, contratos e petições — o valor aparece sempre nas duas formas, em algarismos e por extenso, porque a versão escrita confirma a cifra e dificulta adulterações.

O conversor acima faz isso na hora, com as regras gramaticais do português. Digite o número e escolha o modo: Número para o texto comum, ou Reais (R$) para o valor monetário com reais e centavos. O resultado já vem pronto para copiar.

Por trás de algo aparentemente simples há detalhes que confundem na hora de escrever um número por extenso à mão: onde colocar o "e", quando dizer "de reais", como nomear os centavos, até onde vai cada classe. As seções abaixo destrincham essas regras, com exemplos resolvidos, para que você confie tanto no conversor quanto no que escreve por conta própria.

03 · a regra do "e"

Onde entra — e onde não entra — o "e".

A maior dúvida ao escrever um número por extenso é a conjunção "e". A regra tem três partes. Primeira: dentro de cada classe, o "e" liga a centena à dezena e a dezena à unidade — "cento e vinte e três". Segunda: entre as grandes classes (milhão, bilhão, trilhão) não se usa "e".

Terceira, a mais esquecida: antes da última classe, o "e" só aparece quando ela é menor que cem ou um múltiplo exato de cem. Por isso "mil e quinhentos" e "mil e cem", mas "mil duzentos e trinta e quatro" — sem "e" depois de "mil", porque 234 não é redondo nem menor que cem.

A mesma lógica vale para milhões e bilhões: "dois milhões e quinhentos mil reais", "um bilhão e duzentos milhões". Nenhum "e" separa as grandes classes entre si; ele só reaparece, condicionado, antes do último grupo. Dominar esse encadeamento é o que distingue um número por extenso bem escrito de um que soa truncado.

04 · escala curta

Milhão, bilhão, trilhão.

O português usa a escala curta: a cada três zeros, muda a classe. Atenção ao bilhão — em português é 10⁹ (mil milhões), diferente do espanhol, onde "billón" é 10¹².

mil

10³

1.000

milhão

10⁶

1.000.000

bilhão

10⁹

1.000.000.000

trilhão

10¹²

1.000.000.000.000

Cada classe se forma como um número de 1 a 999 seguido da palavra da escala: "duzentos e trinta e quatro mil", "doze milhões". O multiplicador de "milhão", "bilhão" e "trilhão" é sempre masculino — "dois milhões", "duzentos bilhões" —, enquanto "mil" acompanha o gênero do que se conta. Quando o multiplicador é um, a palavra fica no singular: "um milhão", "um bilhão". É essa montagem, classe por classe, que o conversor resolve para entregar o número por extenso completo, mesmo nos valores mais longos.

05 · onde se usa

O valor por extenso é o que vale.

No cheque, na nota promissória e em boa parte dos contratos, quando o valor em algarismos e o valor por extenso divergem, prevalece o que está por extenso. Não é um detalhe burocrático: é a defesa contra fraudes. A "1.000" basta acrescentar um zero; a "mil reais", não.

Por isso o valor por extenso aparece também em recibos, notas fiscais, procurações e petições judiciais. Escrever certo — com o "e" no lugar, o "de" antes dos milhões e os centavos nomeados — evita que um documento seja questionado. O modo "Reais (R$)" do conversor já entrega o texto no formato aceito por bancos e cartórios.

Vale um cuidado extra com os centavos: eles são sempre nomeados ("e cinquenta centavos") e nunca aparecem como fração do tipo "/100", comum em outros países. E quando o valor não tem parte inteira, escreve-se apenas a fração — "cinquenta centavos" —, sem o "zero real" na frente. Pequenos detalhes que, somados, fazem o valor por extenso parecer redigido por quem entende do assunto.

06 · exemplos

Doze números por extenso.

Exemplos resolvidos de número por extenso, com a regra do "e" e o formato de reais. Repare em como o "e" entra ou some conforme a última classe. Para qualquer outro valor, use o conversor do início da página.

100

cem

101

cento e um

1.000

mil

1.100

mil e cem

1.234

mil duzentos e trinta e quatro

2.021

dois mil e vinte e um

100.000

cem mil

1.000.000

um milhão

R$ 1.234,56

mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos

R$ 1.000.000,00

um milhão de reais

R$ 0,50

cinquenta centavos

R$ 1.500.000,00

um milhão e quinhentos mil reais

07 · correções

Cinco erros comuns.

cento vinte e três

+ cento e vinte e três

Dentro de cada classe, usa-se "e" entre a centena e o resto: cento E vinte e três.

mil e duzentos e trinta

+ mil duzentos e trinta

Não há "e" depois de "mil" quando o que segue não é múltiplo de 100 nem menor que 100.

um bilhão = 10¹²

+ um bilhão = 10⁹

Em português usa-se a escala curta: bilhão é mil milhões (10⁹), não 10¹².

um milhão reais

+ um milhão de reais

Antes do substantivo, múltiplos exatos de milhão pedem "de": um milhão DE reais.

duzentos reais e cinquenta

+ duzentos reais e cinquenta centavos

Os centavos precisam ser nomeados: "e cinquenta centavos".

08 · perguntas

Perguntas frequentes.

  1. Q01

    O que é escrever um número por extenso?

    Escrever um número por extenso é grafá-lo com palavras em vez de algarismos: "1.234" vira "mil duzentos e trinta e quatro". É exigido em cheques, notas fiscais, contratos, recibos e petições para evitar fraudes e erros de leitura, já que a forma por extenso confirma o valor escrito em números.

  2. Q02

    Como se escreve um valor em reais por extenso?

    Escreve-se a parte inteira seguida de "reais" e, se houver centavos, a conjunção "e" mais os centavos: R$ 1.234,56 é "mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos". Quando o valor é um múltiplo exato de milhão, usa-se "de": R$ 1.000.000,00 é "um milhão de reais". Para um real apenas, é "um real"; para centavos sozinhos, "cinquenta centavos".

  3. Q03

    Quando se usa a conjunção "e" nos números?

    O "e" entra dentro de cada classe: entre a centena e a dezena ("cento e vinte"), e entre a dezena e a unidade ("vinte e três"). Entre as grandes classes (milhão, bilhão) não se usa "e". Já antes da última classe, o "e" aparece quando ela é menor que 100 ou um múltiplo exato de 100: "mil e quinhentos", "mil e cem", mas "mil duzentos e trinta e quatro" (sem "e" depois de mil).

  4. Q04

    Quanto é um bilhão em português?

    Um bilhão é 10⁹, ou seja, mil milhões (1.000.000.000). O português usa a escala curta, igual ao inglês, em que cada nova classe multiplica por mil: milhão (10⁶), bilhão (10⁹), trilhão (10¹²). Isso difere do espanhol, em que "billón" significa 10¹². Por isso a conversão entre os dois idiomas exige atenção.

  5. Q05

    Por que escrever o valor por extenso no cheque?

    Porque a forma por extenso é a que prevalece juridicamente sobre o valor em algarismos quando há divergência entre os dois. Escrever o valor por extenso dificulta adulterações — não se acrescenta um zero a "mil reais" como se faz a "1.000" — e por isso cheques, notas promissórias e contratos sempre trazem o montante nas duas formas.

  6. Q06

    O conversor aceita centavos e números grandes?

    Sim. O conversor aceita valores com duas casas decimais (centavos) e números de até quinze dígitos, chegando a centenas de trilhões. Aceita tanto o formato brasileiro (1.234,56) quanto o formato com ponto decimal (1,234.56), e oferece os modos "Número" e "Reais (R$)" para gerar texto comum ou valor monetário.

  7. Q07

    Qual a diferença entre número por extenso e valor por extenso?

    É a mesma técnica aplicada a contextos diferentes. "Número por extenso" costuma se referir à quantidade pura — "mil duzentos e trinta e quatro" —, usada em redações, datas e documentos em geral. "Valor por extenso" é a forma monetária, com a moeda e os centavos — "mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos" —, exigida em cheques e notas fiscais. O conversor cobre os dois casos com os modos "Número" e "Reais".

  8. Q08

    O número por extenso leva hífen?

    Não. Pelo Acordo Ortográfico, os numerais escritos por extenso são grafados em palavras separadas, ligadas por "e" quando for o caso: "vinte e três", "cento e quarenta e dois". Não se usa hífen entre os elementos do numeral. Os acentos, porém, permanecem nas palavras que os exigem, como "três", "milhão" e "bilhão".

09 · ferramentas

Para cada situação.