O valor por extenso em reais, pronto para o cheque. Selecione "Reais (R$)", digite a cifra e copie o texto no formato aceito pelos bancos.
Digite um número e veja-o escrito por extenso. Escolha "Reais" para gerar o valor monetário com reais e centavos.
Copiado
02 · a trava de segurança
A Lei do Cheque (Lei nº 7.357/1985) é clara: quando o valor em algarismos e o valor por extenso divergem, prevalece o por extenso. Não é um detalhe burocrático — é a defesa do documento contra fraudes.
A lógica é simples. A "1.000" basta um traço para virar "10.000". A "mil reais" não se acrescenta um zero. Por isso o valor por extenso é a trava de segurança: ele fixa, em palavras, o montante que a cifra apenas sugere. Escrevê-lo certo é proteger quem paga e quem recebe.
Esse princípio não é exclusivo do cheque. A nota promissória, a duplicata e muitos contratos seguem a mesma lógica: o que está escrito em palavras tem peso maior do que os algarismos. É um costume antigo do direito comercial, pensado justamente para uma época em que adulterar números era fácil — e que continua útil hoje, com documentos que circulam de mão em mão.
03 · o essencial
Primeira: os centavos são sempre nomeados, ligados por "e" — "quinhentos reais e cinquenta centavos". Nada de fração "/100", comum em outros países, mas estranha ao cheque brasileiro.
Segunda: em múltiplos exatos de milhão, entra o "de" — "um milhão de reais". Terceira: o "e" entre classes só aparece antes do último grupo quando ele é redondo ou menor que cem — "mil e quinhentos reais", mas "mil duzentos e trinta e quatro reais".
Há ainda um detalhe de concordância: para um único real, escreve-se "um real"; a partir de dois, "reais". O mesmo vale para o centavo — "um centavo", "cinquenta centavos". São deslizes pequenos, mas que chamam a atenção de quem confere o documento. O conversor resolve todos eles automaticamente, o que evita rasuras na hora de preencher à mão — e, como vimos, rasura no valor é motivo frequente de devolução de cheque.
04 · passo a passo
Um cheque mal preenchido pode ser devolvido pelo banco, gerando custo e transtorno. Seguir a ordem certa — cifra, valor por extenso, beneficiário, data e assinatura — evita a maioria das devoluções por preenchimento incorreto.
01
Escreva a cifra
No campo de valor (R$), preencha o montante em algarismos, com os centavos: 1.234,56.
02
Escreva por extenso
Na linha do valor por extenso, repita o montante em palavras: "mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos".
03
Preencha nome e data
Informe o beneficiário ("pague-se a"), a praça e a data. Sem isso, o cheque pode ser recusado.
04
Assine
Assine no campo do emitente, com a mesma assinatura registrada no banco. Divergência na assinatura é outro motivo comum de devolução do cheque.
05 · exemplos
Valores por extenso prontos para o cheque, com o "e", o "de" e os centavos no lugar certo. Repare em como "mil e quinhentos" leva "e", mas "mil duzentos e trinta e quatro" não — é a regra do último grupo em ação. Para qualquer outro montante, use o conversor do início.
R$ 100,00
cem reais
R$ 500,50
quinhentos reais e cinquenta centavos
R$ 1.000,00
mil reais
R$ 1.234,56
mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos
R$ 21.000,00
vinte e um mil reais
R$ 100.000,00
cem mil reais
R$ 1.000.000,00
um milhão de reais
R$ 1.500.000,00
um milhão e quinhentos mil reais
06 · correções
— mil e duzentos reais
+ mil duzentos reais
Quando o que segue "mil" não é redondo nem menor que cem, não entra "e". 1.200 é "mil e duzentos"; 1.234, "mil duzentos e trinta e quatro".
— um milhão reais
+ um milhão de reais
Múltiplos exatos de milhão pedem "de" antes do substantivo.
— quinhentos reais e cinquenta
+ quinhentos reais e cinquenta centavos
Os centavos precisam ser nomeados; não se deixa o número solto.
— R$ 1.234,56 / cento e vinte reais
+ cifra e extenso iguais
O valor em algarismos e por extenso devem coincidir; se divergirem, vale o por extenso.
07 · perguntas
Q01
Porque a Lei do Cheque (Lei nº 7.357/1985) determina que, havendo divergência entre o valor em algarismos e o valor por extenso, vale o que está por extenso. A razão é prática: é muito mais fácil adulterar "1.000" — basta acrescentar um zero — do que "mil reais". Por isso o por extenso funciona como a trava de segurança do documento.
Q02
Escreve-se o montante inteiro seguido de "reais" e, havendo centavos, "e" mais os centavos: R$ 1.234,56 é "mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos". Em múltiplos exatos de milhão usa-se "de": R$ 1.000.000,00 é "um milhão de reais". Não se usa a fração "/100" — os centavos são sempre nomeados.
Q03
O cheque tem um campo próprio para o valor por extenso, e ele deve ser preenchido. Um cheque só com a cifra em algarismos pode ser recusado pelo banco, além de ficar mais vulnerável a fraudes. O preenchimento das duas formas é o padrão exigido na compensação bancária.
Q04
Sim. A nota promissória, o recibo, a duplicata e boa parte dos contratos também trazem o valor por extenso, e nele se aplica a mesma lógica de prevalência sobre a cifra. Em qualquer documento que represente uma obrigação de pagamento, escrever o valor por extenso reduz o risco de adulteração e de disputa.
Q05
Sim. Selecione o modo "Reais (R$)" no conversor desta página, digite a cifra com os centavos e copie o texto gerado. Ele já vem com o "e" nos lugares certos, o "de" antes dos milhões e os centavos nomeados — exatamente no formato aceito por bancos e cartórios.
Q06
O cheque nominal traz o nome do beneficiário e só pode ser descontado ou depositado por ele (ou por quem receber o endosso). O cheque cruzado, identificado por dois traços paralelos no canto, só pode ser depositado em conta, não sacado no caixa — uma camada extra de segurança. O cheque ao portador, sem nome, paga-se a quem o apresenta, mas no Brasil só é permitido para valores baixos. Em todos eles, o valor por extenso é preenchido da mesma forma.
Q07
O uso caiu muito com o Pix e as transferências instantâneas, mas o cheque não desapareceu. Ele continua presente em pagamentos pré-datados, garantias, aluguéis, transações entre empresas e situações em que se quer um documento físico com data. Enquanto existir, a regra do valor por extenso continua valendo — e preenchê-lo corretamente segue sendo importante.
Q08
É o cheque emitido com uma data futura, usado informalmente como uma promessa de pagamento para certo dia. Juridicamente, o cheque é uma ordem de pagamento à vista: o banco pode pagá-lo se for apresentado antes da data. Por isso o pré-datado é mais um acordo de confiança do que uma garantia legal. Independentemente da data, o valor por extenso deve estar preenchido e coerente com a cifra.
Q09
O cheque é uma ordem de pagamento ligada a uma conta bancária: você manda o banco pagar. A nota promissória é uma promessa direta de pagamento entre duas pessoas, sem o banco no meio — quem assina se compromete a pagar determinada quantia em certa data. Ambos trazem o valor por extenso e, nos dois, ele prevalece sobre a cifra em caso de divergência.
Q10
O ideal é nunca rasurar: um cheque com rasura no valor costuma ser recusado pelo banco. Se errar ao preencher, o mais seguro é inutilizar aquele cheque (escrevendo "cancelado") e emitir um novo, corretamente. Por isso vale conferir a cifra e o valor por extenso antes de assinar — gerar o texto certo no conversor e copiá-lo reduz bastante a chance de erro.
08 · também útil