numerosaletras

Reais por extenso.

O valor em reais escrito em palavras, pronto para cheques, notas fiscais e contratos. Com a regra do "e", o "de reais" e os centavos no lugar certo.

Exemplos

Modo
Por extenso

Digite um número e veja-o escrito por extenso. Escolha "Reais" para gerar o valor monetário com reais e centavos.

Copiado

02 · a moeda que matou a inflação

O real que escrevemos por extenso
nasceu para acabar com a hiperinflação.

Até 1994, o Brasil viveu décadas de inflação crônica. Os preços mudavam de um dia para o outro, as moedas trocavam de nome e perdiam zeros sem parar — cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro real. Escrever um valor por extenso era quase inútil quando ele valia menos na semana seguinte.

O Plano Real, em 1994, mudou isso. Por meio da URV — a Unidade Real de Valor —, a economia foi reindexada antes da troca da moeda, e o real finalmente estabilizou os preços. Por isso escrever bem os reais por extenso — com o "e" e o "de" no lugar — é o gesto cotidiano de uma moeda que devolveu sentido aos valores.

03 · cadeia monetária

Várias moedas, até chegar ao real.

Cada moeda anterior tentou conter a inflação cortando zeros. Só o real, em 1994, conseguiu. Esta é a cadeia que levou aos reais que hoje você converte por extenso.

01

Cruzeiro

até 1986

A moeda dos anos de inflação alta. Sucessivos planos tentaram, sem sucesso, contê-la.

02

Cruzado / Cruzado Novo

1986 — 1990

Cortaram-se zeros e mudou-se o nome mais de uma vez. A hiperinflação devorou cada tentativa.

03

Cruzeiro / Cruzeiro Real

1990 — 1994

Mais reformas, mais zeros eliminados. A confiança na moeda estava no fundo do poço.

04

Real

1994 — hoje

O Plano Real, via URV, estabilizou os preços e encerrou décadas de inflação crônica. É o que hoje escrevemos por extenso.

04 · as regras

"E", "de" e os centavos.

Três cuidados resolvem a maioria dos casos. Primeiro, a concordância: "um real", mas "dois reais"; "um centavo", mas "cinquenta centavos". Segundo, o "de" nos múltiplos exatos de milhão — "um milhão de reais", "dois bilhões de reais".

Terceiro, o "e" entre classes, que só aparece antes do último grupo quando ele é redondo ou menor que cem: "mil e quinhentos reais", mas "mil duzentos e trinta e quatro reais". Os centavos vêm sempre nomeados, ligados por "e", nunca como fração "/100". O conversor aplica tudo isso automaticamente.

Vale lembrar que esses detalhes não são preciosismo. Em um cheque ou contrato, um valor em reais por extenso escrito de forma estranha — "um milhão reais", "dois real" — chama a atenção de quem confere e pode levantar dúvidas sobre o documento. Escrever certo é, antes de tudo, uma questão de credibilidade: mostra que o valor foi registrado com cuidado.

05 · exemplos

Dez valores em reais.

Valores em reais por extenso, com o "e", o "de" e os centavos no lugar certo. Repare em como a forma muda entre "mil e quinhentos reais" e "mil duzentos e trinta e quatro reais". Para qualquer outro montante, use o conversor do início da página.

06 · correções

Cinco erros frequentes.

um milhão reais

+ um milhão de reais

Múltiplos exatos de milhão pedem "de" antes do substantivo.

dois real

+ dois reais

A partir de dois, o plural é "reais"; o singular "real" só vale para um.

quinhentos reais e cinquenta

+ quinhentos reais e cinquenta centavos

Os centavos precisam ser nomeados.

mil e duzentos e trinta reais

+ mil duzentos e trinta reais

Sem "e" depois de "mil" quando o que segue não é redondo nem menor que cem.

R$ 1,5 mil

+ mil e quinhentos reais

Em documentos, escreve-se o valor por extenso completo, não a forma abreviada "1,5 mil".

07 · perguntas

Perguntas sobre reais por extenso.

  1. Q01

    Como se escreve um valor em reais por extenso?

    Escreve-se a parte inteira seguida de "reais" e, havendo centavos, "e" mais os centavos: R$ 1.234,56 é "mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos". Para um real apenas, é "um real"; a partir de dois, "reais". Os centavos seguem a mesma lógica: "um centavo", "cinquenta centavos".

  2. Q02

    Quando se usa "de reais"?

    Quando o valor é um múltiplo exato de milhão, bilhão ou trilhão, entra o "de" antes do substantivo: R$ 1.000.000,00 é "um milhão de reais"; R$ 2.000.000,00, "dois milhões de reais". Mas se houver um grupo menor, não se usa "de": R$ 1.500.000,00 é "um milhão e quinhentos mil reais".

  3. Q03

    Os centavos se escrevem como fração /100?

    Não. Diferente de cheques de alguns países de língua espanhola, no Brasil os centavos são sempre nomeados por extenso, ligados por "e": "quinhentos reais e cinquenta centavos". A fração "/100" não é usada na escrita por extenso em reais.

  4. Q04

    De onde vem o real?

    O real foi criado em 1994, com o Plano Real, para encerrar décadas de hiperinflação. A transição passou pela URV (Unidade Real de Valor), uma referência de valor que reindexou a economia antes da troca da moeda. O real sucedeu o cruzeiro real e, ao contrário das moedas anteriores, conseguiu estabilizar os preços — por isso virou símbolo do fim da inflação crônica no país.

  5. Q05

    Por que escrever o valor em reais por extenso?

    Porque em cheques, notas promissórias e contratos o valor por extenso prevalece sobre os algarismos em caso de divergência, e dificulta adulterações. A "1.000" basta um zero; a "mil reais", não. Escrever os reais por extenso é uma trava de segurança em qualquer documento que represente uma obrigação de pagamento.

  6. Q06

    O conversor aceita centavos e valores altos?

    Sim. Selecione o modo "Reais (R$)", digite o valor com os centavos (1.234,56) e copie o texto. O conversor coloca o "e" nos lugares certos, o "de" antes dos milhões e nomeia os centavos, em valores que vão de alguns centavos até centenas de trilhões de reais.

  7. Q07

    O que foi a URV no Plano Real?

    A URV — Unidade Real de Valor — foi uma engenhosa etapa de transição em 1994. Em vez de trocar a moeda de uma vez, criou-se uma referência estável de valor: preços, salários e contratos passaram a ser cotados em URV, enquanto os pagamentos ainda eram feitos em cruzeiros reais. Quando a economia já "pensava" em URV, ela virou o real, em 1º de julho de 1994. Esse passo intermediário ajudou a quebrar a inércia da inflação sem o caos das trocas anteriores.

  8. Q08

    Em que documentos se escreve o valor em reais por extenso?

    Em cheques, notas promissórias, recibos, duplicatas, contratos, escrituras e procurações. Em todos eles, o valor por extenso protege contra adulteração e, em vários, prevalece sobre os algarismos em caso de divergência. Mesmo em documentos eletrônicos, em que o total já vem em cifra, é comum reforçar o valor em reais por extenso para dar mais segurança jurídica.

  9. Q09

    Como se escreve um valor quebrado, com reais e centavos?

    Escreve-se a parte inteira com "reais", depois "e", e por fim os centavos: R$ 347,90 é "trezentos e quarenta e sete reais e noventa centavos". Se houver apenas um centavo, o singular: "e um centavo". E se o valor não tiver parte inteira — só centavos —, omite-se o "reais": R$ 0,75 é "setenta e cinco centavos", e não "zero real e setenta e cinco centavos".

  10. Q10

    Existe diferença entre "real" como moeda e "real" adjetivo?

    Sim, e o nome da moeda brincou justamente com isso. "Real" significa "verdadeiro", "que existe de fato" — e também era o nome de uma antiga moeda do período colonial, o réis. Ao batizar a moeda de 1994 como "real", uniu-se a tradição histórica à ideia de um valor estável e confiável. No plural, a moeda faz "reais"; o adjetivo, "reais" também — mas o contexto sempre deixa claro de qual se trata.

  11. Q11

    O valor por extenso em reais tem efeito legal?

    Tem. Em títulos de crédito como o cheque e a nota promissória, a legislação determina que, havendo divergência entre o valor em algarismos e o valor por extenso, prevalece o por extenso. Em contratos, ele funciona como reforço de segurança e prova da vontade das partes. Por isso, escrever os reais por extenso de forma correta não é só estética — tem peso jurídico real.

08 · também útil

Outras ferramentas.