Conversor nos dois sentidos: escreva um número e veja o algarismo romano, ou cole um algarismo romano e leia o valor. Até 3 999 999, com vínculo.
Intervalo de 1 a 3 999 999. Digite um número inteiro para obter o algarismo romano, ou cole um algarismo romano (I V X L C D M) para ler o valor. Sem zero, negativos ou decimais.
Digite um número — por exemplo, o ano atual — e veja o algarismo romano na hora.
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02 · o alfabeto
Os números romanos são um sistema de numeração herdado da Roma antiga que ainda usamos todos os dias. Diferente da numeração indo-arábica, não têm infinitos sinais: os números romanos se escrevem combinando apenas sete letras do alfabeto latino, cada uma com um valor fixo. Com elas e três regras se constrói qualquer cifra.
Este conversor de números romanos trabalha nos dois sentidos — de número para romano e de romano para número — e aplica as regras da numeração romana, incluindo o aviso quando uma cifra não está na forma canônica.
I
1
unus
V
5
quinque
X
10
decem
L
50
quinquaginta
C
100
centum
D
500
quingenti
M
1000
mille
03 · regras
Soma, subtração e repetição. Dominar estas três regras basta para ler e escrever corretamente qualquer cifra de números romanos, sem decorar tabelas intermináveis.
Regra 01
Aditiva
Somam-se em ordem decrescente
Quando um símbolo vem seguido de outro de valor igual ou menor, os valores se somam. É a regra padrão e a mais frequente.
Regra 02
Subtrativa
I, X e C antes de um maior subtraem
Apenas I, X e C podem anteceder um símbolo maior para subtrair, e só em seis combinações fixas. Nunca se subtraem V, L nem D.
Regra 03
Repetição
Até três vezes; V, L e D nunca
I, X, C e M repetem-se no máximo três vezes seguidas. V, L e D não se repetem, pois o seu dobro já tem símbolo próprio (VV = X).
04 · a exceção
Olhe o mostrador de quase qualquer relógio clássico: o 4 aparece como IIII, não como o canônico IV. Não é um erro dos relojoeiros, mas uma convenção de séculos.
Cogitam-se três motivos. O estético: o IIII pesa visualmente como o VIII à frente, e o mostrador fica simétrico. O histórico: os primeiros relógios de torre já usavam IIII. E o de legibilidade: a meio mostrador, o IV poderia se confundir com o VI invertido. Em texto, porém, o correto continua sendo IV — o IIII é tolerado apenas no relógio.
05 · vínculo
Com as sete letras, o maior número que se escreve é 3999 (MMMCMXCIX), porque nenhum símbolo se repete quatro vezes. Para ir além, os romanos colocavam uma barra horizontal — o vínculo — sobre as letras: cada símbolo com barra vale mil vezes mais.
Assim, I̅V̅ é 4 × 1000 = 4000, e M̅ é um milhão. Este conversor gera e lê o vínculo automaticamente até 3 999 999, para você não ter de compô-lo à mão.
06 · tabelas
Uma tabela de números romanos de referência rápida com os valores mais consultados e a escrita de vários anos importantes. Para qualquer outra cifra, use o conversor do início.
1
I
2
II
3
III
4
IV
5
V
6
VI
7
VII
8
VIII
9
IX
10
X
14
XIV
19
XIX
40
XL
49
XLIX
90
XC
100
C
400
CD
500
D
900
CM
1000
M
1500
MD
Chegada de Cabral ao Brasil
1822
MDCCCXXII
Independência do Brasil
1889
MDCCCLXXXIX
Proclamação da República
1969
MCMLXIX
Chegada à Lua
2000
MM
Virada do milênio
2026
MMXXVI
Ano atual
07 · usos
Já não servem para calcular, mas os números romanos seguem presentes em seis âmbitos do português atual, quase sempre com valor ordinal ou simbólico.
Séculos
O século é escrito em romano: século XXI, século XV. É um dos usos vivos mais difundidos em português.
Reis e papas
Diferenciam homônimos: Dom Pedro II, Papa João Paulo II, Bento XVI. Leem-se como ordinais.
Capítulos e tomos
Livros, leis e obras dividem o conteúdo em capítulos (Capítulo IV) e volumes (Tomo II).
Relógios
Os mostradores clássicos marcam as horas em romano — com a célebre exceção do IIII no lugar de IV.
Eventos e edições
Edições numeradas: III Congresso, XXXII Jogos Olímpicos, Super Bowl LVIII.
Monumentos e créditos
Datas comemorativas em fachadas, placas e créditos de cinema (© MMXXVI).
08 · correções
— IIII
+ IV
No texto, o 4 canônico é IV. O IIII só sobrevive, por tradição, nos mostradores dos relógios.
— IL
+ XLIX
O 49 não é IL: só se subtrai da dezena imediatamente superior. Escreve-se XL (40) + IX (9).
— VX
+ V
V, L e D nunca antecedem para subtrair. "VX" não existe; o 5 é simplesmente V.
— XXXX
+ XL
Nenhum símbolo se repete quatro vezes. O 40 usa a regra subtrativa: XL.
— MMMM
+ I̅V̅
A partir de 4000 não se encadeiam quatro M: usa-se o vínculo (barra superior) que multiplica por mil.
09 · perguntas
Q01
É uma convenção dos relojoeiros, não um erro. Há três explicações propostas: o equilíbrio visual do mostrador (IIII pesa parecido com o VIII do lado oposto), a tradição dos primeiros relógios de torre e a leitura — de cabeça para baixo, o IV poderia ser confundido com o VI. Em texto, a forma correta é IV; o IIII relojoeiro é um costume histórico consolidado.
Q02
Com o vínculo: uma barra horizontal sobre as letras que multiplica o valor por mil. Assim, 4000 é I̅V̅ (IV com barra = 4 × 1000) e um milhão é M̅. Este conversor aceita até 3 999 999. Abaixo de 4000 usa-se a notação clássica, sem barras.
Q03
MMXXVI equivale a 2026: MM (2000) + XX (20) + VI (6). É o ano atual. Para decompor qualquer algarismo romano, cole-o no conversor acima e obtenha o valor decimal na hora, além de um aviso se a forma não for canônica.
Q04
Não. O sistema romano é aditivo e não possui um símbolo para a ausência de quantidade: começa em I (1). O conceito de zero chegou à Europa muito depois, com a numeração indo-arábica. Pela mesma razão, os números romanos não expressam quantidades negativas nem frações decimais.
Q05
Não. I, X, C e M repetem-se no máximo três vezes consecutivas; V, L e D nunca se repetem. Por isso o 4 é IV e não IIII, o 40 é XL e não XXXX, e o 9 é IX e não VIIII. As formas com quatro repetições são consideradas incorretas na escrita padrão.
Q06
Para os séculos (século XXI), os nomes de reis e papas (Dom Pedro II, João Paulo II), os capítulos e tomos de livros, os mostradores de relógios, as edições de eventos (XXXII Jogos Olímpicos) e as datas comemorativas em monumentos e créditos de cinema. Hoje o seu valor é ordinal e simbólico, mais do que de cálculo.
Q07
Identifica-se o valor de cada letra e aplicam-se as regras: se um símbolo é menor que o seguinte, subtrai-se; caso contrário, soma-se. Por exemplo, XCIV lê-se como XC (90) + IV (4) = 94. O conversor desta página automatiza esse processo: escreva ou cole o algarismo romano e obtenha o número decimal, com aviso se a escrita não for canônica.
Q08
Com a notação clássica de sete letras, o maior é 3999 (MMMCMXCIX), porque nenhum símbolo se repete quatro vezes. Acrescentando o vínculo — a barra superior que multiplica por mil — chega-se muito além: este conversor aceita até 3 999 999. Os romanos não concebiam um número infinito nem o zero, então o sistema sempre tem um teto.
Q09
Lê-se como um ordinal: "século XXI" é "século vinte e um"; "século XV", "século quinze". É um dos usos mais vivos dos números romanos em português. Atenção a um detalhe comum: o século XXI corresponde aos anos de 2001 a 2100, porque a contagem dos séculos começa no ano 1, não no ano zero — que, aliás, nem existe na numeração romana.
Q10
Porque ela aparece o tempo todo: na numeração de séculos e capítulos, nos nomes de reis e papas, nas edições de eventos, nas datas gravadas em monumentos e nos créditos de filmes. Saber ler um algarismo romano evita interpretar errado uma data ou uma sequência. E escrever corretamente — respeitando a regra subtrativa e o limite de três repetições — é sinal de cuidado em textos formais.
10 · também útil