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INSS · IRRF · ISS — tabela 2026

RPA, com as retenções calculadas.

O recibo de pagamento a autônomo não é um recibo com outro nome: é onde a contratante desconta e recolhe. Aqui as três retenções saem calculadas, com o redutor de IRRF que entrou em vigor em 2026 — e nada do que você escrever sai do seu navegador.

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A4 · 2 vias

Via do prestador

RPA

Recibo de pagamento a autônomo

Prestador
Contratante
Serviço prestado

Declaro ter recebido a importância líquida acima e dou plena quitação pelo serviço prestado, autorizando os descontos discriminados.

Assinatura do prestador

Via da contratante

RPA

Recibo de pagamento a autônomo

Prestador
Contratante
Serviço prestado

Declaro ter recebido a importância líquida acima e dou plena quitação pelo serviço prestado, autorizando os descontos discriminados.

Assinatura do prestador

o que é

Um RPA não é um recibo. É uma folha de pagamento de uma linha.

Quem procura um modelo de RPA para baixar costuma encontrar um formulário com quadradinhos vazios chamados INSS, IRRF e ISS, e nenhuma pista de como preenchê-los. O documento inteiro existe por causa desses três quadradinhos. Sem eles, o que se tem é um recibo comum — e uma empresa que pagou a um autônomo sem recolher o que devia.

A lógica é a mesma de uma folha de pagamento, comprimida num serviço só: parte-se de um valor bruto combinado, descontam-se as retenções e chega-se ao líquido que o prestador realmente recebe. Por isso o papel deste gerador tem a forma de uma descida, e não de uma soma: o número de cima e o de baixo são diferentes, e a diferença precisa estar visível para quem assina.

passo a passo

Como preencher o RPA.

Cinco passos no gerador acima. Quem emite todo mês guarda os próprios dados no aparelho e só troca o valor e a descrição do serviço.

  1. 01

    Diga quem contrata

    É a primeira pergunta porque muda tudo o que vem depois. Empresa contratando autônomo retém INSS na fonte e recolhe a patronal; pessoa física contratando um serviço avulso não retém nada, e a contribuição previdenciária fica a cargo do próprio prestador, por guia.

  2. 02

    Informe o valor bruto combinado

    O valor cheio do serviço, antes de qualquer desconto. É sobre ele que incidem as três retenções e a contribuição patronal, e é o número que costuma ser negociado sem que nenhuma das partes saiba quanto vai sobrar no fim.

  3. 03

    Some os dependentes

    Cada dependente reduz a base do imposto de renda em R$ 189,59 por mês. O cálculo compara essa dedução legal com o desconto simplificado de R$ 607,20 e aplica a maior das duas, que é o que produz o imposto menor.

  4. 04

    Confira a alíquota de ISS do município

    O campo vem zerado de propósito. Antes de preenchê-lo, verifique na lei municipal a alíquota daquele serviço e se a retenção cabe à contratante ou ao prestador. É a única das quatro parcelas que este gerador não pode adivinhar.

  5. 05

    Imprima e colha a assinatura

    Saem duas vias na mesma folha, uma para cada lado. A assinatura do prestador é o que fecha o RPA: sem ela a contratante não tem como comprovar o pagamento nem os descontos que efetuou.

as três retenções e a quarta parcela

Quem paga o quê.

Três saem do valor do autônomo. A quarta não sai de lugar nenhum do recibo: é custo da empresa, e é a que explica por que contratar custa mais do que o combinado.

ParcelaQuantoDe quem saiComo funciona
INSS 11 % até o teto Retido da contratante A contratante pessoa jurídica desconta 11 % da remuneração e recolhe. O desconto para de crescer no teto do salário de contribuição, hoje R$ 8.475,55: acima disso a retenção fica estacionada em R$ 932,31, por mais alto que seja o serviço.
IRRF Tabela progressiva Retido da contratante Incide sobre o bruto menos as deduções: o INSS retido e R$ 189,59 por dependente, ou o desconto simplificado de R$ 607,20 se este for maior. Sobre o resultado aplica-se a tabela mensal e, desde 2026, o redutor da Lei 15.270/2025.
ISS 2 % a 5 % Depende do município É imposto municipal, e não há alíquota nacional: a Constituição fixa o piso em 2 % e o teto em 5 %, e cada cidade escolhe a sua por tipo de serviço. Nem toda contratação gera retenção pela contratante — por isso o campo vem zerado e pergunta em vez de supor.
Patronal 20 % Custo da contratante Não sai do valor do autônomo: é contribuição da empresa sobre a remuneração, por fora e sem teto. Entra na conta porque explica por que um serviço de R$ 3.000,00 custa R$ 3.600,00 a quem contrata.

a novidade de 2026

A tabela não mudou. O que mudou vem depois dela.

A Lei 15.270/2025 isentou de imposto de renda os rendimentos mensais até R$ 5.000, e é comum ouvir que «mudou a tabela». Não mudou: as faixas e as alíquotas de 0 % a 27,5 % continuam as mesmas. O que a lei criou foi um redutor, aplicado depois do cálculo tradicional.

O cálculo passou a ter três tempos. Primeiro se apura o imposto pela tabela de sempre. Depois se calcula o redutor: até R$ 5.000 de rendimento ele zera o imposto; entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 decresce por uma reta; acima disso não existe. Por último, subtrai-se um do outro. A fórmula é contínua no ponto de corte — em R$ 5.000 ela vale R$ 312,89 —, de modo que não há degrau entre quem ganha cinco mil e quem ganha cinco mil e um centavo.

A consequência prática para o RPA é direta: um serviço de R$ 4.500 que antes sofria retenção de imposto de renda hoje não sofre nenhuma. Quem continua usando a planilha do ano passado retém dinheiro que não é mais devido, e o prestador só descobre na declaração seguinte.

os dois números

O que o autônomo recebe e o que a empresa gasta.

Num serviço de R$ 3.000 contratado por empresa, o prestador vê R$ 330 de INSS saírem do seu valor e recebe menos do que combinou. A empresa, do outro lado, desembolsa R$ 3.600: os R$ 3.000 mais R$ 600 de contribuição patronal, que não aparece em recibo nenhum porque não sai do bolso do autônomo.

Os dois lados costumam achar que o outro saiu ganhando, e nenhum dos dois está vendo a conta inteira. Por isso o gerador mostra os dois números juntos: o líquido de quem presta e o custo de quem contrata. A distância entre eles é a carga tributária da operação, e é a informação que falta em toda negociação de preço com autônomo.

perguntas

Dúvidas frequentes.

O que é RPA e quando ele é obrigatório?

RPA é o Recibo de Pagamento a Autônomo, usado quando uma empresa contrata pessoa física sem vínculo empregatício. Ele não é um recibo qualquer: é o documento em que a contratante calcula, retém e recolhe INSS e IRRF do prestador. Sempre que uma pessoa jurídica paga a um autônomo sem nota fiscal, é por RPA que a operação se formaliza.

Qual a diferença entre RPA e recibo comum?

O recibo comum prova que um pagamento aconteceu, e mais nada. O RPA acrescenta as retenções e gera obrigações acessórias para quem contrata: recolher o INSS descontado, recolher a contribuição patronal de 20 %, informar na declaração e reter o IRRF quando houver. Preencher um recibo simples no lugar de um RPA não economiza tributo, só deixa de recolher o que era devido.

Autônomo com MEI ou empresa precisa de RPA?

Não. Quem tem CNPJ emite nota fiscal de serviço, e o RPA deixa de fazer sentido: a tributação passa a ser da pessoa jurídica. O RPA é o caminho de quem presta serviço como pessoa física, sem inscrição. É por isso que muitos prestadores acabam abrindo MEI — a carga costuma sair menor —, mas essa é uma decisão que depende do valor, da atividade e da frequência.

Quem paga o INSS no RPA?

Os dois lados, em parcelas diferentes. O prestador contribui com 11 % descontados do que receberia, limitados ao teto do salário de contribuição. A contratante recolhe mais 20 % por fora, a chamada contribuição patronal, que não sai do valor do autônomo. O gerador mostra os dois números lado a lado, porque a confusão entre eles causa metade das discussões sobre preço.

Por que o IRRF do meu RPA deu zero?

Provavelmente pelo redutor criado pela Lei 15.270/2025. Desde 2026, rendimentos mensais até R$ 5.000 têm o imposto zerado, e entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 há uma redução decrescente aplicada depois do cálculo tradicional. A tabela progressiva em si não mudou; o que mudou foi esse desconto por cima. Muita gente ainda calcula pela regra antiga e retém imposto que não é mais devido.

Como sei a alíquota de ISS do meu município?

Está na lei municipal, por tipo de serviço, entre 2 % e 5 %. Além da alíquota, é preciso verificar se aquele serviço gera retenção pela contratante ou se o próprio prestador recolhe. Como isso muda de cidade para cidade, esta ferramenta pergunta o percentual em vez de arriscar um palpite que estaria errado na maioria dos casos.

Os valores da tabela mudam?

Todo ano, em janeiro. Os números usados aqui são os de 2026: teto do INSS em R$ 8.475,55, dedução por dependente de R$ 189,59 e desconto simplificado de R$ 607,20. Um RPA calculado com a tabela do ano anterior é um RPA errado, e é o erro mais comum das planilhas herdadas.

Os cálculos seguem a tabela de 2026 e servem de apoio; não substituem a orientação de um contador sobre o seu caso, nem a conferência das alíquotas municipais. Valores previdenciários e de imposto de renda mudam todo janeiro.

a seguir

Se o documento for outro.

Última revisão: 11 de agosto de 2026 · Relatar um erro