Como escrever valores por extenso em um cheque.
Guia passo a passo para escrever o valor por extenso: onde vai, como tratar os centavos, doze exemplos resolvidos e os erros que fazem o banco devolver o cheque.
Equipe numerosaletras · Atualizado 15 de junho de 2026 · 9 min de leitura
O que você vai aprender
- ▸Como se escreve o valor por extenso, passo a passo e sem erros.
- ▸Como tratar os centavos, ligados por «e».
- ▸Por que o valor por extenso prevalece sobre os algarismos.
- ▸Doze valores resolvidos por extenso.
- ▸Os erros que fazem o banco devolver o cheque.
01 · resposta rápida
Como se escreve o valor por extenso?
Escreve-se o valor completo em palavras, seguido da moeda, e os centavos ligados por «e»: «mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos».
O valor deve começar no início da linha, sem abreviações nem algarismos no meio, e fechar com uma linha de preenchimento. Se preferir automático, o conversor de cheque por extenso deste site gera o valor pronto para copiar.
Ao longo do guia detalhamos cada parte: por que o valor vai por extenso, onde se coloca, como tratar os centavos, o que o banco confere e quais erros levam à devolução. No fim, há doze exemplos resolvidos e as perguntas mais frequentes.
02 · por quê
Por que o valor vai por extenso.
O cheque pede o valor duas vezes — em algarismos e por extenso — por uma razão de segurança. Os algarismos são fáceis de alterar: basta acrescentar um zero ou mexer numa vírgula. As palavras, ao contrário, são muito mais difíceis de manipular sem que se note. Por isso a lei lhes dá prioridade.
Se o valor em algarismos e o valor por extenso não coincidirem, o banco paga o que está escrito por extenso.
É a mesma lógica que rege notas promissórias, recibos e contratos: o valor em palavras é o que vale juridicamente. Quando a diferença entre algarismo e extenso é grande, muitos bancos optam por devolver o cheque, então a coincidência entre os dois não é um detalhe — é a diferença entre receber e não receber.
Essa prática não é nova nem um capricho. Desde que o cheque se popularizou como meio de pagamento, escrever o valor duas vezes foi a forma mais simples de se proteger contra o erro e a fraude: um número sozinho é vulnerável, mas um número acompanhado da sua versão por extenso se autoconfere. Se alguém tenta transformar «1.000» em «10.000» acrescentando um zero, as palavras o denunciam. Por isso, mesmo parecendo um trâmite antigo, o valor por extenso continua sendo a proteção mais eficaz de todo o documento.
03 · onde vai
Onde se escreve o valor por extenso.
No cheque, o valor por extenso ocupa a linha indicada por «a quantia de» (ou semelhante). Vai em palavras; o valor em algarismos, por sua vez, fica no quadro com o «R$». Convém localizá-lo bem antes de escrever, porque essa linha é o coração do documento: o que você puser ali é o que o banco vai pagar. Vale também conferir a cidade e a data de emissão, que ficam logo acima, e o nome do beneficiário, pois um cheque nominal só pode ser pago à pessoa indicada.
04 · passo a passo
Como escrever em 5 passos.
01
Comece no início da linha
Escreva o valor por extenso colado à margem esquerda, sem deixar espaço antes — assim ninguém antepõe uma palavra.
02
Escreva a parte inteira por completo
Converta o número em palavras: «mil duzentos e trinta e quatro». Sem abreviar e sem algarismos no meio.
03
Acrescente a moeda
Escreva o nome da moeda no plural: «reais». No singular só se o valor for um real.
04
Escreva os centavos por extenso
No Brasil, os centavos vão por extenso, ligados por «e»: «e cinquenta e seis centavos».
05
Feche com uma linha de preenchimento
Trace um traço do fim do texto até a borda da linha, para impedir acréscimos.
05 · os centavos
Os centavos, ligados por «e».
No cheque brasileiro, o valor vai todo por extenso, inclusive os centavos, que se ligam ao restante pela conjunção «e»: «mil reais e cinquenta centavos». Não havendo centavos, escreve-se apenas «mil reais».
Em alguns países usa-se a fração «50/100» para os centavos; no Brasil, o costume é escrevê-los por extenso. Se o seu texto tem casas decimais e você tem dúvida de como lê-las, a ferramenta de números decimais por extenso mostra como se nomeiam os centésimos.
Há ainda um detalhe de concordância: o «e» entra entre os reais e os centavos, mas dentro do próprio número segue as regras da norma culta —«mil duzentos», sem «e»; «mil e quinhentos», com «e» porque a última parcela é uma centena exata. Não se preocupe em decorar tudo: o conversor aplica essas regras automaticamente e você só confere o resultado.
Quando o valor é exato, sem centavos, basta escrever a quantia e a moeda: «quatrocentos reais». Não se acrescenta «e zero centavos» nem a fração «00/100», que pertence a outro padrão. E se houver só centavos, sem reais inteiros, escreve-se apenas a parte decimal: «noventa e nove centavos». Esse cuidado com os centavos é importante porque é justamente na parte decimal onde mais se tenta fraudar: um valor sem os centavos bem fechados deixa espaço para acréscimos. Escrevê-los por extenso, ou indicar claramente que não há, protege o cheque.
06 · o que o banco confere
A linha de preenchimento e outros detalhes.
Além do valor em si, há pequenos detalhes que o banco confere e que convém cuidar para que o cheque não seja devolvido nem se preste a fraudes. São hábitos simples, mas fazem a diferença entre um cheque pago sem problemas e um que volta. A maioria tem a ver com fechar o caminho a qualquer acréscimo posterior.
▸ linha de preenchimento
Ao terminar o valor, trace um traço até o fim da linha. É a defesa principal contra acréscimos fraudulentos.
▸ começar na margem
O texto começa colado à esquerda, sem espaços na frente que permitam antepor palavras.
▸ sem rasuras
Nada de correções nem corretivo: o banco lê qualquer emenda como sinal de fraude.
▸ concordância com o número
O valor por extenso e o número devem expressar exatamente a mesma quantia, inclusive os centavos.
▸ nominal ou ao portador
Confira o nome do beneficiário e a data; um cheque cruzado só é pago via depósito em conta.
07 · exemplos
Doze valores resolvidos.
Doze quantias com a sua forma por extenso, das menores às de vários milhões. Repare nos casos delicados: «cem» sem «cento», «mil duzentos» sem «e» e «um milhão de reais» com a preposição «de». Para qualquer outro valor, o conversor de cheque escreve na hora, já com os centavos ligados por «e» e a moeda no plural correto.
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R$ 50,00
cinquenta reais
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R$ 100,00
cem reais
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R$ 125,75
cento e vinte e cinco reais e setenta e cinco centavos
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R$ 1.234,56
mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos
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R$ 2.000,00
dois mil reais
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R$ 15.500,50
quinze mil e quinhentos reais e cinquenta centavos
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R$ 21.000,00
vinte e um mil reais
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R$ 100.000,00
cem mil reais
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R$ 999.999,99
novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove reais e noventa e nove centavos
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R$ 1.000.000,00
um milhão de reais
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R$ 1.234.567,89
um milhão duzentos e trinta e quatro mil quinhentos e sessenta e sete reais e oitenta e nove centavos
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R$ 0,99
noventa e nove centavos
08 · erros
Erros que fazem o banco devolver.
Um cheque é devolvido por defeitos de forma com mais frequência do que parece. Estes são os erros mais comuns ao escrever o valor por extenso, com a versão correta.
— Mil e duzentos reais
+ Mil duzentos reais
Não se usa «e» depois de «mil» quando segue uma centena (mil duzentos); o «e» entra antes da última parcela menor que 100.
— doze → doze (sem traço)
+ doze ————— (com linha de preenchimento)
Sem a linha de preenchimento, alguém pode transformar «doze» em «doze mil». Feche sempre a linha.
— R$ 200 em número / «trezentos» por extenso
+ número e extenso devem coincidir
Havendo diferença, vale o que está por extenso; e, se for evidente, o banco devolve o cheque.
— mil reais com 56 centavos
+ mil reais e cinquenta e seis centavos
Os centavos ligam-se por «e»: «… reais e cinquenta e seis centavos».
— rasurar e corrigir por cima
+ inutilizar o cheque e fazer outro
Rasuras e corretivo fazem o banco recusar o cheque por risco de fraude.
09 · se errar
Não rasure: faça outro cheque.
Se você errar, não tente consertar com rasura nem corretivo. Os bancos recusam qualquer cheque com emendas porque são um sinal clássico de manipulação. O correto é inutilizar aquele cheque —escrever «CANCELADO» ou rasgá-lo— e preencher um novo do zero, conferindo que o número e o valor por extenso coincidam antes de assinar.
Pode parecer desperdício rasgar uma folha por um erro, mas um cheque devolvido custa bem mais: tarifas, atrasos no pagamento e, às vezes, a desconfiança de quem recebe. Vale escrever devagar, conferir o valor por extenso com uma ferramenta antes de copiar e só então assinar.
10 · perguntas
Perguntas frequentes.
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Q01
O que vale se o número e o extenso forem diferentes?
Vale o valor escrito por extenso. A legislação dos títulos de crédito determina que, havendo divergência entre o valor em algarismos e o valor por extenso, prevalece o por extenso. Quando a diferença é evidente, muitos bancos simplesmente devolvem o cheque, então convém conferir que os dois coincidem antes de assinar.
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Q02
Como se escrevem os centavos em um cheque?
No Brasil, os centavos vão por extenso, ligados pela conjunção «e»: «mil reais e cinquenta centavos». Diferente do padrão usado em alguns países (a fração «50/100»), o cheque brasileiro costuma trazer o valor totalmente em palavras, incluindo os centavos. Se não houver centavos, basta «mil reais».
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Q03
Onde se escreve o valor por extenso no cheque?
No campo de uma ou duas linhas indicado por «a quantia de» (ou similar), acima ou ao lado da assinatura. O valor em algarismos vai no quadro com o «R$»; o valor por extenso, nas linhas em palavras. Os dois devem expressar exatamente a mesma quantia.
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Q04
Preciso começar a escrever no início da linha?
Sim, para evitar fraudes. Se você deixar um espaço antes do valor, alguém poderia acrescentar uma palavra e mudar a quantia. Pelo mesmo motivo, ao terminar traça-se uma linha de preenchimento até o fim do espaço, de modo que nada possa ser inserido depois.
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Q05
O que faço se errar ao preencher o cheque?
Não rasure nem use corretivo: o banco recusa cheques com rasuras ou emendas por risco de fraude. O correto é inutilizar aquele cheque (escrever «CANCELADO» ou rasgá-lo) e preencher um novo do zero, conferindo que número e extenso coincidam antes de assinar.
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Q06
É obrigatório escrever o valor por extenso?
Sim. O cheque exige o valor em algarismos e por extenso; o por extenso é o que dá segurança e prevalece em caso de divergência. Um cheque sem o valor por extenso está incompleto e o banco não o processa. A mesma lógica vale para notas promissórias e outros documentos de pagamento.
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Q07
Como escrevo o valor por extenso sem errar?
Use o conversor de número por extenso deste site: digite o valor, escolha o real e copie a quantia já por extenso, com os centavos ligados por «e». Depois confira que coincide com os algarismos e trace a linha de preenchimento. Assim se evitam erros de ortografia e de concordância.
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Q08
«Mil reais» ou «um mil reais»?
Escreve-se «mil reais», sem o «um» antes de «mil». O «um» só aparece com milhão e bilhão: «um milhão de reais». Por isso «mil reais» e «cem mil reais» vão sem «um», mas «um milhão de reais», sim.
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Q09
Posso escrever o valor em maiúsculas no cheque?
Sim, e alguns preferem, porque dificulta ainda mais as alterações: «MIL DUZENTOS E TRINTA E QUATRO REAIS». Lembre-se de que, em português, as maiúsculas também levam acento. O conversor permite escolher entre minúsculas, maiúsculas ou só a inicial, conforme a sua preferência.
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Q10
O cheque ainda é usado no Brasil?
Menos do que antes, com o avanço do Pix e dos cartões, mas o cheque continua válido e é usado em pagamentos de maior valor, aluguéis, cauções e algumas transações comerciais. Justamente por circular menos, é comum surgir a dúvida sobre como preenchê-lo corretamente — daí a utilidade deste guia.
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Q11
Cheque cruzado muda como escrevo o valor?
Não. O cruzamento (dois traços paralelos no cheque) só altera a forma de pagamento — obriga o depósito em conta em vez do saque no caixa —, mas não muda nada na hora de escrever o valor por extenso. As regras de preenchimento do valor são as mesmas para cheque cruzado ou não.
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Q12
O valor por extenso vale também em nota promissória e recibo?
Sim. A nota promissória é um título de crédito e, como no cheque, o valor por extenso prevalece sobre o número. No recibo, o valor por extenso confirma a quantia recebida e evita discussões sobre o que foi pago. Em contrato, escreve-se a quantia por extenso seguida do número entre parênteses: «quinhentos mil reais (R$ 500.000,00)».
Escreva o valor sem erros.
Para evitar erros de ortografia e de concordância, deixe a ferramenta fazer por você: digite o valor, escolha o real e copie a quantia por extenso, pronta para o cheque. Depois é só conferir que coincide com os algarismos e traçar a linha de preenchimento — um minuto de revisão evita o transtorno de um cheque devolvido.
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